Dados sobre o uso das redes sociais durante o isolamento social
por Bianca Guimarães
O isolamento social foi uma das medidas de segurança impostas para combater o coronavírus e uma das suas diversas consequências foi o aumento do uso das redes sociais. Tanto na vida pessoal quanto na vida profissional de pessoas de todo o mundo, as redes sociais se mostraram essenciais para que certos hábitos permanecessem, como manter contato com amigos, se divertir, estudar e trabalhar.
Redes sociais e a vida pessoal
Uma pesquisa realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) apontou que a pandemia da covid-19 intensificou o uso da internet no Brasil e o número de usuários no país chegou a marca de 152 milhões, o que corresponde a cerca de 81% da população brasileira com mais de 10 anos de idade. Esse crescimento resultou em uma grande evolução do uso da internet, pois como as pessoas começaram a passar mais tempo em casa do que antes, descobriram inúmeras atividades que as redes sociais podem proporcionar. Como, por exemplo, praticar atividades físicas, desenvolver uma nova habilidade, assistir a shows e lives de diversos artistas, participar ou promover eventos e confraternizações online e realizar tours virtuais por diferentes museus espalhados pelo mundo.
Redes sociais e a vida profissional
Segundo uma pesquisa da Kantar, marca especializada em pesquisa de mercado, as redes sociais, como o Facebook, WhatsApp e Instagram, tiveram um crescimento de uso de 40% na pandemia. Isso possibilitou que algumas empresas se mantivessem no mercado e gerassem novas oportunidades de emprego. Além disso, o isolamento ocasionou o home office, que trouxe muitos benefícios para os trabalhadores, como, por exemplo, realizar a quarentena em outro estado ou cidade, mas continuar trabalhando normalmente. De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), o home office possibilita a proximidade da família, a maior independência, a redução do estresse, a alimentação mais saudável e a redução de custos com deslocamento e alimentação.
Redes sociais
Dados divulgados pela Kantar apontam que durante o pico da crise mundial, Facebook, Instagram e WhatsApp, tiveram um crescimento de cerca de 50%. Houve também, um aumento de 24% na taxa de engajamento e 27% no alcance efetivo da ferramenta de "stories" do Instagram, e as lives tiveram um aumento de 70% neste período. Há um grande destaque também para o Youtube que tem sido uma das plataformas principais de lives que alcançam milhões de pessoas. O aplicativo mais baixado da internet, TikTok, ultrapassou 1 bilhão de downloads apenas em Android, e tem sido uma ferramenta de entretenimento para muitas pessoas e uma forma de trabalho para os artistas.