O uso das redes no período atual
por Kaic Bocalare
Com a pandemia da Covid-19 (o novo coronavirus), iniciada de maneira oficial em março de 2020 no Brasil, o Brasil e o mundo teve mudanças em toda a rotina dos estudantes e profissionais, isso se deu devido a necessidade de fazer o isolamento social, para evitar que as pessoas se contaminem com a doença. A partir daí, foi necessário que as empresas, escolas e universidades se adaptassem, a fim de que o trabalho e ensino continuassem acontecendo, mas de maneira segura. Isso fez com que a já existente migração do profissional e pessoal para as redes sociais e o mundo virtual, aumenta cada vez mais.
Os locais presenciais de trabalho e estudo deram lugar a telas e ambientes “não físicos”, onde basta um link para acessar milhares de pessoas e plataformas de trabalho e ensino, com infinitas possibilidades. O home office e home schooling trouxeram essa realidade, na qual as redes sociais, que antes eram vistas como algo para distrair ou até mesmo perder tempo, passaram a ser essenciais em termos de nota e produtividade.
Segundo dados da plataforma Shareablee, da Comscore, o Brasil está entre os quatro países com maior percentual de mudanças no número de publicações e interações em mídias sociais multiplataforma registradas em março de 2020, em comparação ao ano anterior. Atualmente, o trabalho e a vida escolar são vivenciados no mundo web, sem contato físico. O ambiente virtual continua sendo o mais seguro, devido os altos números de Covid-19, sendo mais de 17 milhões de casos e mais de 400 mil mortes no Brasil, segundo o Ministério da Saúde.
No início, alguns relatos mostraram que passou a ser uma atividade complicada, devido a falta de conhecimento do público, mas ao longo do tempo, com treinamentos e tutoriais que passaram a ser apresentados, o público conheceu as diversas opções de se trabalhar nas plataformas online disponíveis.
Além da parte mais “séria” do assunto, as redes sociais continuam sendo usadas para entretenimento, com uma válvula de escape para muitos que se sentem mal em meio a mudanças da sociedade atual. É a maneira encontrada por jovens, adultos e até mesmo idosos, para se entreter em meio ao confinamento e as distâncias físicas.
Um dos recursos que ganhou mais destaque nas plataformas, foram as chamadas “lives”, que são as transmissões ao vivo. Elas ganharam destaque por permitir que eventos, aulas, entre outras coisas fossem transmitidas para qualquer pessoa acessar, com a ideia de aproximar o público que se encontra distante. No geral, a internet possibilita que a vida profissional, estudantil e social possam continuar acontecendo, mesmo sem contato físico.
Porém muitos podem sofrer problemas pelo uso excessivo da tela, como ansiedade, frustração, entre outros, como explica a pesquisadora e professora do Programa de Pós-graduação em Saúde da Criança e da Mulher (PGSCM) do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) Suely Deslandes. Para evitar isso, ela recomenda que as telas sejam usadas com moderação, pois também é preciso separar a vida física da virtual. Isso possibilita e garante a integridade física, psicológica e saúde protegida ao público.