Panorama do fato desencadeador da investigação - Brasil
por Liliane Carvalho
O aumento no uso das redes sociais – benefícios
Elas surgiram com o propósito de conectar pessoas e logo foi percebido que as marcas também poderiam usar esses canais para estabelecer conexões com seus clientes.
No período de quarentena, a internet e as redes sociais vêm trazendo muitos benefícios para uma grande parte da população. Trouxe novas possibilidades como o trabalho home office, aulas on-line, novas estratégias de comércio, formas de manter relacionamentos afetivos e até desfrutar do lazer e da cultura já vinham ocorrendo nos últimos anos através das telas de smartphones e computadores.
Devido ao surgimento do novo Coronavírus (Covid-19), o fato potencializou seu uso para conseguir manter certas rotinas durante a pandemia. É através das redes digitais que se tem acesso a informações sobre a pandemia e as formas de proteção. A internet tem o papel fundamental de manter uma certa rotina e parâmetros de "normalidade" nesse momento de suspensão das atividades presenciais.
O aumento no uso das redes sociais - malefícios
Embora as redes sociais tenham se tornado aliadas fiéis para muitos durante o confinamento, inclusive até para se “desconectar” do que está acontecendo, também é verdade que, para outros, a grande rede pode ser uma fonte de ansiedade (pela grande carga de informações dessa crise sanitária e até pela saturação de tantas atividades oferecidas), de frustração (por não possuir o que outros aparentemente têm), podendo até ser um sério problema de dependência.
O uso intensivo da internet pode gerar uma adição, um uso compulsivo, definindo uma dependência e centralidade do uso da internet em relação a qualquer outra ação cotidiana. A participação intensiva nas redes sociais também pode gerar um "excesso" de informação ou, em muitos casos, desinformação sobre a pandemia. O excesso de informação pode gerar ansiedade e a difusão da noção de um "medo global", com ênfase no número de mortes e previsões das curvas de contágio.
Por outro lado, a depender das redes a que se está vinculado, as redes sociais podem prover um conjunto de fake news, que descredibilizam a ciência, o conhecimento epidemiológico e as orientações sanitárias.
Hoje, segundo o próprio Governo Federal, 78,3% dos brasileiros estão conectados. Isso faz com que o Brasil esteja em 5º lugar no ranking de países conectados. Tanto os novos usuários quanto aqueles que já estabeleceram uma rotina ligada à rede têm passado 40% mais tempo utilizando aplicativos móveis. Mais da metade da população do Brasil está nas redes sociais. Seja para se relacionar, se entreter ou se informar, ao todo, 140 milhões de brasileiros são usuários de pelo menos uma das diversas plataformas existentes.